Artigos na categoria "Software Livre"

Semana alagoana de Software Livre

Software Livreem 13/10/2006Sem Comentários

A temática do Software Livre (SL) tem sido debatida abertamente pelo Governo Brasileiro como uma das formas de democratização e inclusão socio-digital no Brasil. É clara a posição do governo atual como sendo a favor da adoção do Software Livre pelas instituições públicas federais, tendo também adoções em diversos níveis por outras instituições públicas estaduais e municipais.

No estado de Alagoas, o SL tem sido usado por algumas instituições e empresas, embora que de forma tímida. O desconhecimento, além de incertezas e dúvidas sobre o que é SL e o que pode ser feito para melhorar a vida de profissionais que usam Tecnologia da Informação no seu dia-a-dia, é consequência da pequena divulgação que é feito no estado.

A Semana Alagoana de Software Livre tem como objetivo mudar esse quadro, buscando reunir profissionais das mais diversas áreas que usam Software Livre no seu cotidiano, seja pessoal ou profissional. Não só isso, contaremos com alguns nomes notáveis que levam Software Livre à sério no Brasil.

Nesta primeira edição, contaremos com três dias de palestras e mesas-redondas sobre diversos temas relacionados ao SL em Alagoas e no mundo, e também com mini-cursos e um Install Fest no final de semana.

O evento será realizado no auditório da Faculdade de Alagoas, em Maceió-AL, do dia 24 à 27 de outubro (palestras) e o Install Fest no dia 28.

As inscrições para o evento estão abertas no site oficial do evento no endereço http://www.semanasol.com.br

Novidade para Macqueiros

Mac, Software Livreem 08/10/2006Sem Comentários

Os amantes da plataforma Mac podem atualizar seus sistemas GNU/Linux a partir de hoje. A companhia Terra Soft baseada nos USA, acaba de lançar sua nova versão do sistema operacional GNU/Linux Yellow Dog contendo centenas de novidades e as novas atualizações do mundo livre, tais como as interfaces gráficas KDE 3.2.2 e Gnome 2.6.0, além do pacote Open Office 1.1.1 e do Mozilla 1.6.

Testando numa variedade de máquinas Apple, como os G3 iBooks, Blue & Whites, iMacs, G4 Power Books e Power Macs, além dos G5 Power Macs, o Yellow Dog se comportou muito bem em todas elas principalmente devido ao uso das novas versões de compiladores e kernel, dentre eles a glibc 2.3.3 e a gcc 3.3.3 no kernel 2.6.7.

Os fãs do Mac podem baixar as ISO’s do CD diretamente do site do Yellow Dog ou ainda por um de seus mirrors no mundo. Todas elas estão no endereço www.yellowdoglinux.com/support/downloads/

Terra das dunas recebe a partir de amanhã pinguins de todo o paí­s

Software Livreem 04/10/2006Sem Comentários

Natal é o destino mais frequente dos brasileiros no nordeste. Terra de pôr do sol no Potengy, das dunas de Genipabu com seus bugues e lagoas, da água de côco, do cajueiro e de muito, muito calor, a capital potiguar tem muito para apresentar e agradar o turista que lá procura paz e tranquilidade em qualquer época do ano.

Mas nos próximos dois dias a cidade será palco de outra trupe. Para lá se encaminham mais de mil e cem estudantes, professores, profissionais da área de informática e usuários de tecnologia para participarem do II EPSL – Encontro Potiguar de Software Livre, um evento que mais uma vez coloca o nordeste do Brasil em evidência no cenário do movimento nacional de software livre.

Com mais de vinte palestras confirmadas, três minicursos e uma dezena atividades paralelas, o evento promete um cenário de muita descontração, troca de informações e experiências relacionada com software livre, inclusão digital, desenvolvimento e políticas públicas relacionadas aos temas em questão. Promovido pelo Projeto Software Livre do Rio Grande do Norte – PSL/RN, o II EPSL em sua segunda edição cresce em tamanho e importância, mostrando mais uma vez a força da comunidade potiguar.

Dentre os palestrantes confirmados oriúndos de dez estados brasileiros estão Gustavo Barbieri, Osvaldo Santana Neto, Ricardo Kléber e também figurinhas já carimbadas como Julio Cezar Neves, Anahuac de Paula Gil e Eder “Frolic” Marques que entre 6 e 7 de outubro estarão apresentando no CEFET de Natal temas como programação em Phyton, sistemas embarcados, VoIP, redes e desenvolvimento.

Participe você também. As inscrições ainda estão abertas no site do evento pelo endereço http://rn.softwarelivre.org/epsl O valor da inscrição são dois quilos de alimentos não perecíveis que serão doados à entidades assistenciais da região.

De volta ao começo

Internet, Software Livreem 03/10/2006Sem Comentários

Se Lula já dizia pouco sobre software livre em seu programa de governo, o candidato tucano arrasa de vez com as iniciativas existentes, abre as portas para a indústria multinacional e se torna xerife das grandes corporações em nosso país. Baseado no discurso de legalidade, o ex-governador é a síntese de tudo aquilo que vai contra o capital financeiro e a favor da liberdade do conhecimento.

Lula fez pouco. Em seus quatro anos a frente da nação, seu programa para Tecnologia da Informação em nosso país ficou aquém do esperado tanto pelas empresas do setor quanto pelos usuários. Inclusão digital, certificação, FUST, TV digital e outros assuntos foram muitas vezes tratados de forma ambígua ou como bandeira de luta entre facções dentro do próprio governo. Mas é inegável que existiram avanços. A certificação digital e todas as áreas ligadas avançou, alguns projetos de inclusão digital apareceram pelas mãos do ITI, Banco do Brasil, CEF e outros órgãos e algumas mudanças no setor corporativo começaram a caminhar.

No tocante ao software livre, também foram vistos avanços, pequenos mas aconteceram. Repartições públicas começaram suas migrações alavancadas pela comunidade que, de uma forma ou de outra, suportou tecnicamente as investidas do poder público neste segmento tão agarrado ao modelo de software proprietário. Isto levou à governos estaduais e prefeituras de todo o país um novo modelo de gestão e trato dos assuntos relacionados com a tecnologia de forma que antes não seria possível.

Na mesma linha, a inclusão digital teve seus passos dados sobre a plataforma livre. Projetos de inclusão do Instituto de Tecnologia da Informação, MEC, BB, CEF e outros pipocaram pelas cinco regiões levando com o apoio nem sempre funcional do Gesac, conhecimento, educação e a oportunidade de inserção dos usuários destas comunidades na grande rede e também na sociedade tecnológica dos dias de hoje.

Mas e daqui adiante? O que pode esperar esta crescente comunidade do próximo presidente? De um lado a promessa de manutenção do que já existe com melhorias e, de outro, a visível adoção do discurso americanizado pregando a liberdade vigiada, preferencialmente por licenças, copyrights e DRM’s.

Disponível hoje na mídia nacional, o programa de governo do candidato tucano sutilmente apresenta um discurso voltado às grandes indústrias e lobbies de segmentos importantes da tecnologia principalmente a indústria de software e empresas de telecomunicações. Nele, promete a caça às bruxas por meio do aperfeiçoamento da legislação e punição dos piratas, além da redução de arrecadação visando o bem-estar de empresas norte-americanas e européias quando do envio de royalties ao exterior.

A necessidade de aperfeiçoamento destas leis não é senão o principal interesse norte-americano, permitindo inclusive, como na América, ser a liberdade vigiada pelos mais diversos meios tecnológicos. Na verdade nossa legislação relacionada a direitos autorais é funcional em sua grande parte, sendo necessária a efetiva aplicação da mesma e claro, modificações no tocante aos novos e modernos assuntos sem usar terminologia arcaica como “telemática”, dinamizando as leis para que atendam à todos e não somente à alguns. Mas a intenção não é esta. É colocar dentro do mesmo balaio a punição dos piratas atendendo aos desejos e pressões da indústria, principalmente de entretenimento norte-americana junto com a flexibilização de nossas leis, permitindo que desmandes como os apresentados nas culturas do norte possam aqui ser aplicados.

Prova cabal que o programa é voltado à esta indústria está no ponto onde a redução de impostos para o envio de royaties ao exterior é comentado. Ora, quem são os beneficiários desta ação? Somente a indústria deles pois nós brasileiros que produzimos softwares, não enviamos royalties para ninguém. Então, qual a vantagem para nós? Somente a aquisição de produtos como Windows com preços módicos e mais um sangramento do estado para o benefício das grandes corporações.

Na mesma linha de ambiguidades, o programa de governo cita a redução de impostos da telefonia e também o projeto de levar banda larga para todos os municípios brasileiros. No mínimo uma piada de mau gosto. Reduz-se impostos para o benefício das companhias (que já possuem lucros absurdos) e, ao mesmo tempo, sinaliza com uma obra faraônica digna de um Maluf dos anos 2000: uma infovia de cabos e antenas de satélite que levariam 15 anos para ser construída (se fosse construída), retornando todo o FUST para as companhias telefônicas estrangeiras. Não sou contra a idéia, mas sim contra sua inviabilidade e principalmente contra o discurso populista que se apresenta. Ou alguém acredita que a Brasil Telecom vai levar banda larga para Lucialva, no Mato Grosso com 100% de funcionamento?).

Claro que nestes planos ambiciosos, atitudes mais simples e eficientes como a redução de impostos para a micro e pequena indústria nacional de software foi polidamente esquecida. Infelizmente os pequenos, mesmo sendo mais de 60% do PIB, não são 60% dos votos e tampouco 60% da arrecadação necessária para a campanha, financiada pelos grandes conglomerados que desejam a todo o custo um governo que seja mais flexível com questões de seus impostos e mais duro quando o assunto for seus produtos.

Finalmente o software livre passa anos-luz de seu projeto de governo, lição sabiamente aprendida com seu colega de partido e governador eleito de São Paulo, José Serra que dizimou o projeto Telecentros dentro da cidade. Em sua rápida gestão, foi promovida uma verdadeira revolução na troca de Linux para o rico e financiador Windows, sinalizando assim que muito novamente irá mudar numa possível gestão federal: upgrade para Windows Vista.

Não me admira tal projeto de governo. Bem escrito, sem ataques diretos mas com entrelinhas negritadas dizendo àqueles que interessam o que realmente será feito. Infelizmente mais uma vez estas linhas não são para a comunidade de software livre nacional e tampouco para os pequenos que almejam uma política de TI correta para nosso país.

Pior do que está, pode ficar. É só votar.

Rio também com evento

Software Livreem 25/09/2006Sem Comentários

O mês de outubro será cheio para o Software Livre brasileiro. Natal, Fortaleza, Goiânia, Campina Grande e outras cidades vão estar sediando eventos na área. E agora o Rio de Janeiro também entra no circuito.

Entre 16 e 20 de outubro acontece no Rio de Janeiro o IV Fórum de Software Livre do Rio de Janeiro com a presença de várias figurinhas do movimento carioca já confirmadas como Júlio Nevez (está em todos), Fernando Lozano, Marcos Pitanga e Lenadro Silva.

Contando com uma grade bem diversificada, o evento entra em sua quarta edição levando à região, os conceitos sobre software livre e também informações técnicas relacionadas a programação, bancos de dados, comunidades e distribuições Linux, as quais estarão frente a frente em um debate com os representantes das maiores distros do mercado.

Para maiores informações acesse o site oficial do evento pelo endereço http://www.forumsoftwarelivre.org.br que, a partir das próximas semanas abre as inscrições para a participação no evento e nos vários mini-cursos.

Sabe o que tem de novo?

Internet não elege, mas ajuda

Meus comentários sobre as campanhas digitais (publicado na revista IT Digital).

Instalando o Drupal 6

Nova versão do tutorial para instalação do CMS Drupal.

Livro Joomla! 1.5 Site Blueprints

Leia meu review sobre o mais novo lançamento da Packt Publish.