Mostra Senac de Tecnologia

Pessoalem 30/05/20102 Comentários

Dia 16 de junho estarei no Senac de Rio Verde, Goiás participando de mais um evento interessante. É a 1º Mostra Senac de Tecnologia que vai levar para o pessoal da região palestras e oficinas nas áreas de criação, desenvolvimento de software e sistemas operacionais.

Minha participação é com a palestra Web 2.0, 3.0, 4.0… para onde vamos com a Internet? onde pretendo apresentar um pouco do que é a Internet agora e para onde ela pode ir no futuro. A palestra está sendo preparada e certamente vai deixar muita gente “atordoada” com os números e informações sobre esta nova mídia.

Não perca. Maiores infos pelo e-mail rioverde@go.senac.br

Até lá!

Saudade da bandejinha

Pessoal, Software Livreem 05/01/2010Sem Comentários

Como bem sabe, artigos para revistas são escritos com algum tempo de antecedência devido as necessidades de revisão, diagramação, impressão e assim por diante. Este artigo não é diferente. O primeiro do ano foi na verdade escrito ano passado dentro dum voo entre Guarulhos e Santos Dumont.

Grande parte de minha vida passo dentro de aviões viajando para as mais diversas cidades do Brasil e do mundo. Tanto que brinco quando perguntam meu endereço, informando que pode ser o residencial, Airbus ou o comercial, Boeing. Dentro deles já vi quase tudo em dezenas de companhias diferentes e confesso que as pequenas estão me conquistando a cada dia. No voo comentado, realizado por uma das pequenas, tive a grata surpresa de receber das simpáticas comissárias uma pequena bandeja com o café da manhã. No cardápio, frutas, sucos e um bom sanduíche quente, além do café que não tinha o gosto costumeiro daquele que fica horas parado dentro de uma garrafa térmica (quem gosta de café sabe o quanto isso é ordinário). Pode ser pouco mas nos dias de hoje onde cortar custos é sinônimo de “esfolar clientes” para a maior parte das empresas, é uma diferença e tanto.

As pequenas ensinam às grandes como se comportar diante de nós, consumidores ávidos por novidades e modernidades mas que não desejam ser tratados como gado. Pequenos mimos, atenção, cordialidade e muitas vezes uma simples resposta, seja positiva ou negativa, oferece de uma forma ou de outra a atenção tão esperada por nós de qualquer empresa. Até este ponto, sem muita novidade. O grande problema é escalar esta atenção quando a empresa cresce e torna-se grande. Para entender isso basta se lembrar do comandante Amaro da TAM que durante muito tempo estava na porta dos aviões de sua companhia recebendo seus clientes. Hoje, raramente o comandante da aeronave ou mesmo um comissário lá está, mostrando que os tempos mudaram para pior e que não souberam escalar a cordialidade, atendimento e atenção do percursor da empresa. O resultado é perder clientes, como eu, para as pequenas que são mais atraentes em todos os sentidos.

Ao contrário que muitos imaginam, a inteligência do consumidor cresceu muito nos últimos anos, tornou-se mais afiada e menos esquecida. Aprendeu-se a reclamar de coisas que antes eram inimagináveis e, por força da lei inclusive, criou-se métodos e ferramentas para que estas reclamações, ao menos as gigantes, tivessem efeitos. Além dos canais ditos normais, a arma mais usada neste momento é a internet e sua capilaridade que permite aos consumidores em alguns cliques, colocar pequenas e grandes empresas em situações vexatórias e porque não dizer, preocupantes. Exemplo? Que o digam alguns globais que tentaram entrar em confronto com internautas e acabaram chamuscados e cheios de hematomas.

As empresas então possuem dois grandes desafios quando o assunto é tratar seus consumidores; a criação de produtos e serviços eficientes e o gerenciamento daquilo que é propagando na Internet sobre estas criações e sobre a empresa. O primeiro ponto é fácil resolver, basta querer e ter um pouco de discernimento do que é correto e justo. Já para o segundo a coisa complica pois a falada capilaridade da Internet pode minar qualquer esforço mal planejado de responder rapidamente aquilo que aparece na rede. No resumo, é necessário pensar não somente nas estratégias de marketing para se colocar algo no mercado mas principalmente como atender inquirições das mais simples até as mais complexas. Pessoal treinado, sistemas eficientes, processos bem definidos e a gestão do conhecimento sobre cada uma das partes de toda a cadeia produtiva dos produtos e serviços são atividades obrigatórias dentro deste cenário.

Tenho visto muitas empresas de marketing em Internet que mudaram o discurso apresentado anos atrás de “sua empresa tem que estar na Internet” para “sua empresa tem que fazer parte de redes sociais”. Balela da pura. A maioria delas não sabem o que falam e tampouco sabem o que é colocar uma empresa em redes sociais. Abrir contas em redes sociais, criar blogs e permitir os comentários livres, “tuitar” e se aproveitar dos recursos hoje existentes sem o estudo do que estas ferramentas podem fazer pela empresa e sem um plano de ação fatalmente levará a empresa a enormes enxaquecas. Para um plano perfeito, levantar não somente os canais importantes mas principalmente saber como falar diretamente com o público e mais que isso, responder ao público é função inicial de qualquer atividade neste campo. Não existe como escapar e sem isso é melhor ficar de fora. O leitor pode então pensar que redes sociais, blogs e outros serviços one-to-one são ruins para as empresas. Definitivamente não. São bons, são eficientes, consolidam a marca e o negócio mas deve-se ter critérios para a sua utilização, somente isso.

E neste ponto as pequenas dão de lavada nas grandes que mesmo com contas gordas de marketing, fazem uma lambança sem igual na web. Por que disso? Simples: o trato com o consumidor, com o internauta deve ser realizado humanamente e não por email blast, URA’s ou qualquer coisa mecânica ou tecnológica. Não gostamos de ser atendidos por máquinas e tampouco receber respostas pré-formatadas para tudo. Queremos um pouco mais de atenção e a resolução dos problemas sem que sejamos jogados como bolas de ping-pong de um lado para outro. Então, a pequena, como precisa se diferenciar para continuar nadando no mercado turbulento da concorrência, cria formas ditas mais humanas para ouvir, atender os clientes e crescer, levando ao pânico as grandes empresas e claro, os marketeiros de plantão.

Se sua empresa seja ela pequena ou grande pretende estar viva nos próximos cinco anos, cuide de sua imagem não somente no horário nobre ou na revista dominical, mas principalmente na Internet. Dentro dela são formadas as mais fortes opiniões sobre produtos e serviços de todos os tipos. Lembre-se da bandeijinha que nada tem de diferente mas que certamente conquistou a mim e vários outros consumidores que ainda acreditam nelas.

Este artigo foi originalmente publicado na Revista TI Digital de Janeiro/2010

2010 aqui vou eu

Internet, Pessoalem 10/12/20094 Comentários

E vai começar a segunda década do novo milênio. Dentro de alguns dias estamos entrando em 2010, ano de copa do mundo, de eleições, de pré-sal, de pós-crise, de Rubinho na Williams, de horário político e claro, de diversos escândalos pelo país afora. Mas mesmo assim, como bom esperançoso que sou, será um ano muito melhor que 2009 com realizações mil para todos.

Longe de querer encarnar o Nostradamus da Internet, tenho minhas apostas pessoais para a próxima década daquilo que pode acontecer e também daquilo que não pode. Como de médico e louco todo mundo tem um pouco, vamos apostar.

O comércio eletrônico vai explodir
Em 2010? Duvido. Vai explodir no momento que tivermos efetivamente banda em nosso país. Atente-se, comércio eletrônico não é somente vender quinquilharia via lojinha na rede, é muito mais que isso. Filmes on-demand, games e outros serviços que trazem um lucro muito maior que qualquer outra coisa dependem de banda para serem implementados e isso não acontece tão cedo. O que vai continuar firme e forte é o sexo na rede, a jogatina e os golpes aos desavisados (ou estúpidos, como queira). Enganar os outros é o passatempo preferido da humanidade.

DSL para todos
Tire seu cavalo da chuva, ou melhor, da cama. Isso não vai acontecer em 2010 MESMO!
Primeiro, passar cabo é caro pacas e ficar usando cabo velho, não dá velocidade e tampouco qualidade de sinal. Segundo, prover DSL a 30 reais obrigando o internauta a fazer assinatura mensal é colocar lobo para cuidar de galinhas. Enquanto a maioria do setor tenta desonerar o povão, vem gente colocando mais taxa no coitado do brasileiro. Terceiro, rede aérea (wi-fi, wimax, 3G e outras) é algo que não vai surgir da noite para o dia, infelizmente. Estamos mais para Tailândia que para Finlândia neste quesito. Junte tudo isso e coloque no meio a eleição presidencial e lhe pergunto: acredita mesmo que vai ter fibra ótica passando em sua casa? (tomara que me engane).

Internet para todos
Nananinanão. Não vai ter também. É inclusive redundante falar nisso (vide a DSL anterior).

Redes sociais
O Facebook vai explodir no Brasil enquanto o Orkut se torna aquele velho chato insuportável (mesmo com as toneladas de maquiagem que o Google passou nele). Muito mais simples, interativo e inteligente, o “6º país do mundo” vai aterrissar com toda a força nas praias brasileiras e você vai ter muito mais “amigos” conectados do que imagina. Não me pergunte para quê pois esta resposta também não tenho. Na rebarba, MySpace (alguém tem?), Sonico e outras tentam manter o nariz fora d’água.

E o Twitter?
Continuará piando mas se não trocar as penas, vai virar gralha. Estão chegando alguns novos serviços que podem atrair usuários mais desejosos de funcionalidades. Google Wave (wave.google.com), Jaiku (www.jaiku.com), Brightkite (brightkite.com) e o Plazes (www.plazes.com) podem ser muito interessantes principalmente com os rumores que daqui há pouco começa a aparecer anúncio no Twitter, o que definitivamente ninguém suporta.

Software Livre? Como fica?
Muito bem obrigado. Já provou para todos (exceto para os jornalistas de TI brasileiros que participam de programas de entrevistas sem saber o que perguntar) que é “BBB” – bom, bonito e barato e está cada vez mais entrando em nossas vidas. Firefox continua em curva ascendente no mercado de navegadores, BrOffice está sendo implantado em mais de 80 mil estações somente numa empresa (a maior implantação do mundo), o Ubuntu surpreendendo a cada nova versão e as ferramentas de gestão estão cada dia melhores e mais completas. Além da força do governo aqui e lá fora, o mercado corporativo descobriu suas qualidades, deixou de lado o receio dele ser algo somente de e para adolescentes e começou a reduzir custos com seu uso. Tudo que qualquer empresário deseja.

Para completar, arrisco que na próxima década o maior fornecedor de software livre do mundo será…. a Microsoft! (é para deixar qualquer um louco não?)

A liberdade e as leis
Campo fértil este, principalmente no senado brazuca. Tio Azeredo continua com a “caça às bruxas” para ver se emplaca alguma coisa pela qual seja lembrado na posterioridade (mesmo que seja o famigerado projeto de lei de vigilância da Internet) e o ex-senador “coitadinho o dó queridinho da mamãe comprador de votos” Expedito Júnior, fica de molho durante 3 anos e seu projeto de lei para regulamentação da profissão de analista de sistemas pula de galho em galho. Já no outro prato de Brasília, deputados não se fazem de rogados e conseguem criar monstros ainda maiores que seus pares no senado, como o caso de Ge Temuta (é o nome dele) que consegue extrapolar qualquer sensatez em seu PL 5361/2009. Saudades do AI-5?

Seu trabalho, meu e dos chineses
Aqui, nada muda. Vamos ter menos tempo para as melhores coisas da vida (tomar cerveja e falar mal da vida dos outros) e ter mais e-mails em “torpedos” para responder. Eles agora chegam dentro do celular até mesmo debaixo da terra e não param de atormentar. Pessoas normais que até pouco tempo conseguiam ficar longe das mensagens se vêem diante de uma enxurrada de informação nunca vista (os médicos agradecem). A tal da globalização, o celular pré-pago e as lan-houses auxiliam nesta investida textual em nossa sanidade.

Do outro lado do mundo, a China não pára. Na terra que não possui sobrinho (o sonho de todo o programador), eles fazem mais por menos e vemos nossos empregos migrando para o oriente. Para conseguir virar um pouco o jogo, somente a criatividade do brasileiro mesmo porque por número, estamos fritos.

E eu, como sempre, peço ao Jon “papai noel” maddog Hall um teletransporte para as já 30 viagens agendadas e dias com pelo menos 36 horas de duração. Quem sabe desta forma não fico preso no trânsito caótico de São Paulo, consigo almoçar decentemente e entregar os artigos de minha chefe em dia, deixando todos felizes e sorridentes, principalmente eu.

Um ótimo ano novo para todos nós!

Inovar no Habib’s

Pessoalem 27/10/2009Sem Comentários

Parece que o tema inovar está em moda mesmo. Depois de minha palestra na ESPM, fui convidado pelo grupo Habib’s para palestrar sobre o mesmo tema para os funcionários em sua sede de São Paulo. Será no dia 09 de novembro agora.

Vamos ver se faz o mesmo sucesso.

Banda larga na tomada e WiMAX no céu. Para quem são?

Internetem 14/04/2009Sem Comentários

Depois do mais novo caos do Speedy paulista, muitos olhos se voltaram para algo que poderia ser a salvação da lavoura de milhares de internautas usuários de linhas DSL brasileiras, as chamadas “banda largas”. Trata-se de uma tecnologia que está engatinhando em nosso país mas que em alguns lugares do mundo já está presente em maior ou menor grau no cotidiano dos consumidores. Falo da banda larga via energia elétrica; ou melhor, via cabos que conduzem energia elétrica (BPL – Broadband over Power Lines).

Esta tecnologia poderia de fato ser um divisor de águas no lixão que são as comunicações de alta velocidade brasileiras devido a grande penetração da malha elétrica em nosso país (cerca de 97%), mas existem poréns técnicos e principalmente políticos no assunto. E lendo a entrevista do secretário da SLTI do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna ao site Convergência Digital, o segundo “porém” fica um pouco mais em evidência principalmente quando comenta-se o interesse principal das companhias em usar a tecnologia não para prover mais um serviço (que inclusive poderia custear a melhoria da malha distribuidora que o próprio secretário diz ser de baixa qualidade), mas sim como “fiscal de gatos”, tão comuns em vários grandes centros brasileiros.

Explico: o principal foco da tecnologia para as empresas de energia não é o serviço de banda larga, mas sim o uso da tecnologia para verificar se os consumidores estão pagando suas contas direitinho e, se não, fazer um corte à distância. Convenhamos, é uma causa nobre pois as perdas para as companhias beira o absurdo mas também cabe a pergunta: com a redução dos furtos de energia, redução de pessoal das equipes de corte e de leitura e emissão de notas de energia, será que poderemos receber como presente uma redução nos valores da conta? Particularmente duvido e deu dó.

Se a tecnologia não estará à serviço da população, que diacho tanto se estuda e tanto se faz lobby na capital federal para que a regulamentação saia logo? Algum interesse escuso no processo todo? E qual é o problema da Anatel com a tecnologia WiMAX que não decola nem com reza brava, sendo mais fácil falar com Deus do que homologar e certificar equipamentos que poderiam reduzir os problemas de saturação dos serviços e dar novas opções para os consumidores de banda larga, tv por assinatura e telefonia? Seriam dois pesos e duas medidas?

Toda esta história afunila sempre no mesmo buraco; o usuário que senta, reza e tenta a qualquer custo fazer parte do mundo cibernético, mesmo pagando uma das conexões mais caras do planeta e de pior qualidade. Acredite, nem mesmo em Timor Leste a coisa é tão ruim.

Sabe o que tem de novo?

Internet não elege, mas ajuda

Meus comentários sobre as campanhas digitais (publicado na revista IT Digital).

Instalando o Drupal 6

Nova versão do tutorial para instalação do CMS Drupal.

Livro Joomla! 1.5 Site Blueprints

Leia meu review sobre o mais novo lançamento da Packt Publish.