Software Livre portátil para Windows

Software Livreem 28/08/2006Sem Comentários

Qual adepto do software livre que nunca desejou chegar em um cybercafé e ter suas aplicações livres favoritas para uso? Pois isso é possível com um pendrive ou CD e várias aplicações portáteis.

Poucos são aqueles usuários que possuem um notebook devido ao seu preço muitas vezes proibitivo em nosso país. Menor ainda é o número de cybercafés ou locais de acesso público que permitem o uso destas máquinas pelos usuários. Assim, o que resta é, além de pagar caro, utilizar softwares disponíveis nestes locais que, invariavelmente, são proprietários (e muitas vezes, piratas).

Mas e se você pudesse ter em seu pendrive junto com os arquivos que utiliza regularmente tais como curriculum e bookmarks, os aplicativos livres mais comuns como Firefox, Gaim, OpenOffice e até mesmo um servidor web completo com Apache, MySQL e PHP prontos para uso e sem a necessidade de instalação na máquina usada? Seria bom não é mesmo? Além de estar usando os aplicativos que está acostumado, teria a garantia da segurança de não deixar nenhum vestígio de seus dados pessoais dentro da máquina. Uma verdadeira mão na roda.

Pois a comunidade PortableApps.com já mantém cerca de vinte e cinco aplicações neste formato em várias categorias para a utilização portátil, ou seja, não é necessário instalar nada, somente usar diretamente uma mídia removível.

Alguns testes
Fiz alguns testes com aplicações que uso no dia-a-dia tais como Firefox, VLC, Gimp e Gaim. Além disso, a curiosidade ficou muito grande em ver o XAMPP rodando no pendrive. E os resultados foram melhores do que imaginei. Para a “instalação” de cada um deles somente foi necessário descompactar o arquivo dentro do pendrive e começar a usar. Simples como deve ser.

Excluíndo o Firefox que somente possui suporte básico à Javascript e o Gimp que, por motivos de conflitos com uma DLL do GTK, não queria executar, todos os aplicativos se mostraram eficientes tal como instalados no meu Ubuntu, e muito rápidos (a interface USB 2.0 ajuda).

O Gaim e o XAMPP funcionaram 100% mostrando que a idéia é funcional e sem a necessidade de instalação de um único arquivo que fosse dentro do sistema. O VLC é um caso à parte; simplesmente executou TODOS os formatos que tinha disponíveis na máquina: WMV, MPEG, DiVX, ASF, ASX, MOV, FLV, MP4, OGG e inclusive o formato GVI do Google Video. Também obtive sucesso na execução de DVD’s single e dual layer, inclusive com todas as funcionalidades dos discos. Tudo isso sem baixar um único codec ou arquivo adicional que fosse. Simplesmente um show!

Claro que músicas foram também executadas perfeitamente. mp3, ogg, wma e outros formatos foram suportados sem problema pelo player.

Resultado final: impressionante!

Conheça o projeto no site PortableApps.com e veja como você pode estar mais seguro e mais livre em um cybercafé em qualquer lugar do mundo e com a comodidade de estar usando sua aplicação preferida.

O Software Livre é muito melhor que o Windows

Pessoal, Software Livreem 22/08/2006Sem Comentários

Consultor de Sistemas/Ti afirma que o Windows é muito melhor que o Software Livre? Será mesmo?

O consultor de sistemas/TI, Paulo Bindo, publicou há alguns dias no site técnico da Microsoft Brasil, Technet, um artigo onde afirma que o Windows é melhor que o Software Livre. Acredito que para tal, o articulista procurou algumas informações e corretamente discorreu sobre GPL, utilização desta licença e sendo inclusive feliz quando afirmou que “Quando falando sobre o software livre, é melhor evitar o uso de termos como “dado” ou “de graça”, máxima esta pregada por todos os adeptos desta comunidade, desde os mais novos até os famosos gurus.

Mas em algum ponto sua atenção foi desviada e infelizmente aquele que poderia ser um bom artigo de um profissional que trabalha com softwares fechados sobre o modelo de Software Livre, acabou tornando-se mais um “comentário de quinze minutos” que irá engrossar a história das tentativas frustradas de imputar ao modelo livre algo que ele não é. Vejamos do que se trata.

O articulista afirma que para a instalação de uma rede baseada em Software Livre é necessário contratar um profissional que irá configurar tudo manualmente e de acordo com seus conhecimentos, fazer as modificações que achar necessárias e compilar e aplicar as atualizações manualmente.

Seguindo adiante, afirma ainda:

“Atrás de uma rede Microsoft existe toda uma metodologia, equipe de suporte, centros de treinamento, grupos de discussão. Isto é uma segurança que nenhum software livre pode dar. Imagine se o administrador de rede, que modificou e configurou um software livre, resolve abandonar a empresa. O que foi modificado? Quem dará suporte? Quem atualizará o software livre com uma nova versão? Qual a garantia que irá funcionar?”

Nestas duas afirmações existe um jogo de palavras que o leitor desatento pode engolir e ter uma congestão complicada por um aneurisma cerebral. Então, “get the facts”

Deployment, atualização e manutenção
A contratação de um profissional é sem dúvida necessária em ambos os modelos. Entretanto, tal qual o software fechado, o Software Livre possui ferramentas de deployment tão boas ou melhores que vendidas por seus concorrentes. Exemplo delas são o Yast e auto Yast da Suse e também, para aqueles que possam dizer que o modelo de negócios da Novell não condiz com o Software Livre, ferramentas como o H-Inventory (http://sourceforge.net/projects/h-inventory) ou ainda o Mosquito SREF (http://sourceforge.net/projects/mosref) são soluções a altura de qualquer rede e qualquer ambiente, além de possuirem uma vantagem muito interessante: cross-platform, ou seja, trabalham em qualquer plataforma de software. Para soluções nacionais, tanto o Jegue quanto o Pagode (http://www.anahuac.biz/lesp) são alternativas que mesmo com seus nomes engraçados, cumprem diversas tarefas de integração e trabalho com redes herterogênas e sistemas e e-mail.

A compilação e aplicação de atualizações são também pontos interessantes a serem discutidos. Da mesma forma que o software fechado, são necessários ajustes finos em qualquer sistema operacional (o famoso Regedit) devido as diferenças de hardware, rede, cabeamento e aplicações que estão em funcionamento nos servidores. Seria humanamente impossível afirmar que qualquer empresa ou comunidade é capaz de criar um sistema operacional que se ajusta automaticamente em qualquer meio. Assim, a intervenção humana é necessária em AMBOS os casos. Isto é fato.

Já as atualizações podem (e são) executadas tanto com aplicativos específicos (como os mencionados acima) ou da mesma forma que o Windows, onde é criado um repositório local e deste executar a atualização automática para todos os servidores e desktops da rede. Assim não se torna necessária a configuração de absolutamente nada, exceto dizer qual é o repositório (como também na outra plataforma), principalmente em distribuições como Ubuntu, Debian e Fedora.

Metodologia e abandono
Uma das grandes vantagens do Software Livre é o compartilhamento do conhecimento. Por não ser fechado sob patentes e/ou direitos de uma empresa, qualquer pessoa pode ver o que o software faz, como ele faz e como ele foi feito. Ao contrário do que o articulista afirma, esta não é uma característica ruim do modelo, pelo contrário. No exemplo citado, caso o administrador abandonasse a empresa, a solução seria contratar outro profissional para dar andamento no ponto que o anterior parou.

Mas virando a roda fica a seguinte pergunta: “e se a empresa do software fechado resolve encerrar o ciclo de vida daquele produto ou fecha suas portas? Quem irá atualizar e fornecer o suporte necessário àquela plataforma instalada, principalmente no momento de uma atualização crítica ou upgrade de versão?” Impossível de acontecer? Não mesmo. Exemplo disto foi o abandono do sistema operacional OS/2 pela IBM que levou instituições como o Banco do Brasil a se preocuparem mais com a questão pois todo o investimento feito até aquele momento não mais seria suportado pelo detentor do código. Resumidamente um típico “a bola é minha e não quero mais jogar”.

De outro lado, tanto a metodologia quanto suporte e treinamento são fatos dentro do mundo do Software Livre. Empresas como HP, Novell, RedHat, IBM e outras grandes fornecem suporte às suas aplicações e aplicações de terceiros nos mesmos moldes que o software fechado, mas com uma diferença: custo reduzido e estabilidade na aplicação. No mesmo segmento, pequenas e médias empresas nacionais como TYR, 4Linux, Impacta, LinuxFi, Solis, OpenS, Apoena Software Livre e outras, possuem equipes para suportar quaisquer tipo de necessidades do mundo livre e também fornecer treinamentos e certificações como quaisquer outras empresas “não livres”.

Fóruns, listas e grupos de discussão são a mola propulsora do modelo comunitário do software livre. Pessoas se organizam caórdicamente em torno de projetos e aplicações com o intuito de portá-las, estabilizá-las, incrementá-las e modificá-las de acordo com interesses não somente do mercado, mas também de pequenos grupos ou comunidade espalhadas pelo mundo. Plataformas de hardware que seriam descartadas comumente recebem uma sobrevida de vários anos para aplicações mais simples e que não exijam grandes demandas de performace e resposta, algo impensável no modelo fechado de desenvolvimento. Desta forma não somente o suporte ao atual, ao moderno e ao top de linha é feito, mas também ao antigo, ao desatalizado e ao low-end.

Conclusão
Não posso negar que meus anos de trabalho com o software fechado me permite discorrer sobre o modelo com tranquilidade, vantagem esta que o articulista apresentou não ter devido ao desconhecimento, intencional ou não, da matéria em questão. E da mesma forma que o articulista afirma, o Software Livre é muito mais que uma ideologia. É um fato incontestável e uma tendência irreversível e natural na globalização e no mercado capitalista atual onde empresas, organizações e negócios demandam cada vez mais por menos. Menos não significa somente licenças. Menos significa também menos vírus, menos spam, menos bug’s e menos paradas do sistema. Junto disso, algo que nenhum outro modelo pode fornecer: a real possibilidade de um mundo mais igualitário, também no software.

Itália vence copa de programação mas Brasil também leva

Desenvolvimento, Internetem 11/08/2006Sem Comentários

Ao contrário da Copa do Mundo, o Brasil sagra-se campeão na Microsoft Imagine Cup na categoria de desenho de interfaces mas quem leva o primeiro lugar geral é novamente a Itália.

Terminou na sexta feira passada a Microsoft Imagine Cup, evento mundial que reuniu estudantes de 42 países em Nova Déli, Índia e que tem o intuito de criar aplicações tecnológicas para o mundo real.

Dentre os vencedores está o time brasileiro “Virtual Dreams” que venceu na categoria de melhor desenho de interface, provando mais uma vez que a criatividade de nosso povo é algo que deveria ser melhor explorado. Já na categoria principal, por sorte ou não, o time italiano leva mais um troféu e US$ 25.000 para as comemorações em Déli.

CD’s que o Windows entende

Software Livreem 03/08/2006Sem Comentários

Muitas vezes precisamos fazer cd’s que possam ser lidos não somente em máquinas Linux, mas também em máquinas Windows. Infelizmente este sistema operacional utiliza várias especificações fora do padrão ISO9660, os quais permitem grandes nomes de arquivos, uma quantidade de diretórios (ou pastas) maior e outras tantas “funcionalidades” que destoam do correto.

Os programas para a gravação de cd’s em Linux, por padrão, atendem as especificações do padrão da indústria, mas isso não proíbe que, configurando corretamente, possam ser criados cd’s “for Windows”.

O processo de gravação de um CD no Linux
Para que um CD possa ser criado a partir de arquivos que você possui no computador, dois passos são necessários: a criação de um arquivo ISO com os arquivos que vão para o CD e a gravação (queima) do CD propriamente dita.

Para o primeiro passo, usamos o aplicativo mkisofs, encontrado em todas as distribuições Linux. É neste passo que definimos como o CD será criado, como os arquivos serão adicionados, bem como os diretórios, nome do volume do CD e assim por diante.

A sintaxe básica deste aplicativo é:

mkisofs nome-do-iso [opções] arquivos

Se usarmos o mkisofs sem nenhuma opção, arquivos com nomes maiores que 30 caracteres ou um número maior que 8 diretórios, um dentro do outro, serão truncados dentro da imagem ISO e não serão mostrados corretamente no ambiente Windows. Da mesma forma, arquivos que contém em seu nome caracteres especiais tais como: espaços, acentos, vírgulas e outros, também serão truncados.

Para resolver isso, usa-se um conjunto de opções que são:

Opção Descrição
-allow-lowercase permite que nomes tenham caracteres minúsculos
-J gera a gravação de diretórios Joliet adicionalmente ao padrão ISO9660
-jcharsetiso8859-1 habilita a codificação 8859-1 para nomes de arquivos. Esta opção faz com que cedilha, til, acentos circunflexo e agudo sejam permitidos nos nomes
-l permite nomes de arquivos e diretórios com 31 caracteres
-pad habilita o “padding” no arquivo, o qual por sua vez inibe alguns erros de leitura que possam surgir por problemas de padronização
-relaxed-filenames versões mais novas do mkisofs possuem esta opção que permite os nomes “relaxados” de arquivos e diretórios, ou seja, pontos, acentos, caracteres diferentes do idioma inglês são aceitos nos nomes de arquivo. Esta opção é o resultado da combinação de várias outras opções
-V informa o “label” ou nome do CD. Esta opção gera aquele nome que aparece no Windows Explorer quando o CD é inserido no drive ou ainda no desktop do Linux quando o volume é montado
-R usa o protocolo Rock Ridge que descreve os arquivos num sistema de arquivos iso9660

Usando estas opções conseguimos gravar um CD que o Windows irá reconhecer todos os nomes, diretórios e caracteres.

Fazemos então a seguinte linha de comando:

mkisofs -allow-lowercase -J -jcharset iso8859-1 -l -o nome-da-iso -pad -relaxedfilenames -V label-do-cd -R local-onde-estão-os-arquivos

Dois comentários:
1) o local onde estão os arquivos é um diretório. Tudo o que estiver dentro do diretório informado será colocado dentro do arquivo ISO.
2) Caso queira um label do CD como ‘minhas fotos’, coloque a sentença entre aspas como “minhas fotos”.

A partir deste momento, somente é necessário teclar enter e esperar a geração do arquivo ISO que depois será gravado no CD.

Gravando o CD
Depois que o arquivo ISO foi criado com os dados, é preciso gravar esta imagem no CD, a qual não será um arquivo único, mas sim uma cópia fiel dos arquivos que estavam no diretório de origem.

Para gravar um CD usamos o aplicativo cdrecord que, da mesma forma que o mkisofs, está disponível em todas as distribuições Linux.

A sintaxe do aplicativo é a seguinte:

cdrecord [opções] arquivos

As opções usadas aqui são:

Opção Descrição
-v apresenta a porcentagem de gravação já concluída
speed=x a velocidade de gravação do CD. “X” representa a velocidade. Não utilize velocidade maior que a do gravador, pois poderá ter problemas na gravação
dev=x,x,x o dispositivo de gravação (seu drive de CD)
-eject ejeta o cd após o término da gravação
-data arquivo nome do arquivo ISO que será gravado

Observe que estas opções são somente para gravar cd’s de DADOS. Cd’s de áudio não são feitos desta forma e serão abordados em outro tutorial.

Fazemos então a seguinte linha de comando:

cdrecord -v speed=4 dev=0,0,0 -eject -data imagem.iso

Observe que os valores de speed e dev são aqueles do meu drive de CD e precisam ser substituídos para atender as suas necessidades.

Pronto! Somente é necessário esperar o processo de gravação e seu CD “for Windows” estará pronto para ser lido sem problemas neste sistema operacional.

Também é possível colocar estas linhas de comando dentro de um script para automatizar o processo. Nada que um pouco de conhecimento em scripts shell não resolvam.

TCO Linux x Windows

Software Livreem 25/04/2006Sem Comentários

Em vários estudos, a Microsoft e alguns analistas dizem que o Linux possui um TCO maior que o Windows. Eles atribuem a diferença principalmente ao alto custo do gerenciamento e concluem que o alto TCO supera a questão de baixo custo de licenciamento do Linux.

Em um novo estudo conduzido para a empresa Levanta com 200 empresas com Linux, a EMA (Enterprise Management Associates) descobriu que este cenário não é muito correto. Ferramentas sofisticadas permitem que o gerenciamento em Linux seja rápido, efetivo e pouco custoso. “Com o baixo custo de aquisição, Linux é agora uma alternativa de baixo custo para o Windows“, diz a EMA.

Matéria completa (em inglês) pode ser lida aqui.

Sabe o que tem de novo?

Internet não elege, mas ajuda

Meus comentários sobre as campanhas digitais (publicado na revista IT Digital).

Instalando o Drupal 6

Nova versão do tutorial para instalação do CMS Drupal.

Livro Joomla! 1.5 Site Blueprints

Leia meu review sobre o mais novo lançamento da Packt Publish.